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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Arte Movimenta

A forte amizade, os sonhos antigos dos membros das duas instituições, desde 2011, vão se tornando realidade, transformando metas em projetos, a curto, médio e longo prazo, objetivando a integração do conhecimento, da cultura geral e da Cultura popular, artesanato, através da arte figurativa no barro. O Núcleo de Arte Popular e Ambiental "Casa da Vó Nila", com oitenta anos de história na comunidade, acolhe a Arte Movimenta, motivados em construir novas metas para esta comunidade, agregando interesses: Social, Arte Educacional e Cultural, com metas agregadoras da diversidade, mobilidade e do conhecimento de sua rica história, biodiversidade, especializando mão de obra para o trabalho e renda, visando a Economia Criativa Cultural.
Acesse www.artemovimenta.org.br

domingo, 5 de agosto de 2012

História da casa

Construída em 1931 pelo casal Nila e Arnoldo, na rua José Maria da Luz, Bairro José Mendes.
Na época a a estrada era mais estreita e a única ligação do centro com o sul da Ilha. 
Havia um jardim em frente à casa, que depois foi tomado pelo alargamanto da via, em meados dos anos 80. O cipreste ao lado da casa, hoje com cerca de dez metros de altura também foi plantado pelo casal.
Nila e Arnoldo tiveram três filhos: Nilda, Nadir e Arnoldo, o 'Caçula", hoje o proprietário do imóvel. 
O bairro cresceu e se modificou mas a casinha persistiu e hoje abriga a oficina de cerâmica, e foi transformada recentemente na sede da Ong Arte Movimenta.
Desde 2002, diversos projetos de educação para a arte e o ambiente tem sido desenvolvidos pelo pessoal da casa, em parceria ou não com outras instituições, ali ou em outros locais.

sábado, 28 de julho de 2012

Rendeiras?!

Quem nunca ouviu falar na rendeira? Nos tempos de nossas avós fazer renda era comum nas vilas de pescadores em Santa Catarina.
Em algumas comunidades daqui era quase obrigação da mulherada saber fazer renda. Dizem que saber fazer uma boa renda contava pontos na hora de achar um pretendente para se casar. Enquanto os homens iam pescar as mulheres faziam renda pra vender e isso era importante para o orçamento doméstico.
Imagino a mulherada se reunindo com suas almofadas de bilros: enquanto os fios ficavam presinhos, as fofoquinhas iam rolando. Devia ter cantoria também, de praxe. Alguém tem uma máquina do tempo pra me emprestar?
Infelizmente a renda de bilro hoje é uma arte quase extinta, porque é preciso muito tempo, dedicação e disposição para aprender a fazer uma boa renda. E as pessoas andam apressadas, aceleradas.                              
E depois não é todo muito que quer pagar o preço justo por uma peça destas. Acha que foi feita num passe de mágica. Nada disso. Demandou muuuuuito tempo e paciência.    
Ainda bem que a criatividade anda revirando o mundo dos bilros e da moda e as rendas estão sendo aplicadas  peças de vestuário e acessórios, como bolsas, casaquinhos, vestidos...                                                                
E nós nos inpiramos nelas também. Essa rendeira aí debaixo tem um ar sonhador e apaixonado, de quem espera seu mô chegar do mar...

 HOMENAGEM À RENDEIRA, EM CERÂMICA, AQUI DA CAJ'DA VÓ.

MINI BOI EM CERÂMICA

E MAIS NETOS DA VÓ...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O QUE NOS INSPIRA...



O que é do povo, da arte e sabedoria populares, cai na nossa rede. Ou, ao contrário, nós é que fomos pegos pela tarrafa da cultura popular. 

Na casa da Vó Nila tem muitas cores e formas. O folclore dá as caras por lá: Dona Maricota, Boi-de-mamão, Bernunça e companhia limitada. 

 Outras figuras como sapos, tatus, gatos, pássaros e outros bichos, santos diversos como Pretos e Pretas velhas, Nsa Sra desatadora de Nós e São Jorge  povoam e guardam todos os cantos da casa...

...A cerâmica é o principal material dessas figuras e ainda dos potes, vasos e utensílios diversos, torneados ou não na roda de oleiro...